"Cada um de nós, seres pensantes, é recheado de sentimentos bons e ruins, que ao mesmo tempo em que nos diferem, nos igualam. Não há como dimensionar o tempo em que a humanidade repete as mesmas ações cometendo os mesmos erros e se deixando levar pela certeza que farão a diferença. A diferença é uma ilusão, simplesmente porque ela não se perpetua, ela se dissolve no ar como grãos de areia..."
• Demonstrar o uso das ferramentas interativas da Web 2.0;
• Apresentar o Blog como possibilidade pedagógica interativa.
Web 2.0
O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A ideia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
Póvoa (2007) oferece uma síntese dos principais padrões que são considerados como parte do grupo de tendências desta segunda geração Web, a saber:
(1) A Web como plataforma: A Web foi criada para exibir documentos e não aplicações. Entretanto, na Web 2.0 os sites deixam de possuir uma característica estática para se tornarem verdadeiros aplicativos, funcionando como os softwares que rodam no computador.
(2) Simplicidade: Estes “sites aplicativos” visam uma integração mais eficiente com o usuário, com interfaces mais intuitivas. Acessar e utilizar devem ser um prazer e não uma tortura de cliques infinitos.
(3) Redes sociais: Recentemente, houve uma explosão da audiência em sites que formam e catalisam comunidades, tais como o Orkut e o Facebook, dentre outros, ampliando os espaços de comunicação e trocas de experiências.
(4) Flexibilidade no conteúdo: Esta característica ressalta a autonomia do usuário, que passa a gerar conteúdo (por exemplo, o YouTube), classificá-lo e editá-lo.
A seguir citamos alguns exemplos serviços gratuitos disponíveis:
(1) Edição colaborativa de conteúdo: Blogs (Blogger) e Wikis (Pbwiki);
(2) Comunicação: Skype, Messenger, Gmail;
(3) Grupos de discussão: Yahoogroups;
(4) Redes Sociais: Orkut, MySpace;
(5) Compartilhamento de arquivos: textos, planilhas e apresentações (Google
Docs, Slideshare, Zoho); fotos (Flickr); vídeos (Youtube) e arquivos
diversos, incluindo áudio e vídeo (4shared);
(6) Compartilhamento e edição online de imagens (Adobe Photoshop Express);
(7) Categorização de assuntos com seus endereços de páginas: Del.icio.us.
Dentre esses aplicativos, alguns se destacam por seu grande potencial de uso
educacional: os Blogs e os Wikis.
Os Blogs são um espaço autoral que permitem publicação de conteúdos, que podem ser construídos cooperativamente, ou seja, os usuários podem criar narrativas, poemas, análise de obras literárias, darem opinião sobre atualidades, desenvolver relatórios de visitas e excursões de estudos, podem construir produtos, tais como desenhos, imagens e vídeos. Os fotologs, que podem ser considerados como Blogs de imagens, permitem que os usuários compartilhem documentos visuais.
O Wiki é uma coleção de muitas páginas interligadas e cada uma delas pode ser visitada e editada por qualquer pessoa. O que torna bastante prático, a reedição e futuras visitas. Os WiKis, da mesma forma que os Blogs, permitem edição colaborativa de conteúdos.
Este site é um trabalho colaborativo na Web, em constante expansão e aprimoramento, com os leitores criando páginas acerca de seus interesses, comentando páginas antigas, propondo páginas novas etc. É de suma importância que as pessoas tenham total respeito por este trabalho, tendo em vista sua abrangência
O Uso do Blog como Ferramenta Pedagógica
O Blog tem, entre outras vantagens, a possibilidade de publicar gratuitamente informação, centrando-se no conteúdo e não na interface devido à facilidade de edição. Essa página da Web pode ser atualizada por meio de colocação de “posts”, links, imagens, vídeos e textos. O Blog apresenta recursos diversos de interatividade como enquetes e recursos de comunicação.
Os recursos online da Web 2.0, além de aperfeiçoarem a gestão da informação, também favorecem a formação de redes de inovação e conhecimento com base na reciprocidade e na cooperação.
Ao utilizar a Web como ferramenta, estas devem estar focadas no desenvolvimento de aprendizagem colaborativa.
Dentro de uma perspectiva construtivista de aprendizagem, na construção de conhecimento coletivo, propiciando o uso pleno dos inúmeros dispositivos de autoria existentes hoje na Web 2.0, para que estes recursos sejam aplicados em favor da educação.
Referências bibliográficas:
CARVALHO, Ana Amélia A.(org) Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores. Ministério da Educação DGIDC. Disponível em: http://www.lanteuff.org/moodle/mod/resource/view.php?id=13573. Acesso em: Maio 2011.
COSTA Rosa Maria E. M. da; MARINS, Vânia. (2011) Ferramentas da Web 2.0 e as Comunidades de Prática. Aula 4A da Disciplina: Ambientes Virtuais e Mídias de Comunicação do Curso de Especialização em PIGEAD - UAB/UFF – Disponível em http://www.lanteuff.org/moodle/mod/resource/view. php?id=13570. Acesso em: Maio de 2011.
O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
A Web é um espaço dinâmico que promove o aumento de interações, e compartilhamento de ideias, gerando uma participação coletiva, princípio da educação ( interação do indivíduo com o meio e com outro na construção de conhecimento). Essa participação coletiva agrega interações de forma de aprendizagem coletiva.
A Web fornece suportes tecnológicos que aumenta a condição do fazer pedagógico, dando condições para que cada um escolha a ferramenta que melhor lhe servirá para resolução de problemas, contribuindo na construção do seu próprio saber.
O que pode se constatar é que são grandes as contribuições, porém exige se uma resignificação das práticas pedagógicas.
A Internet e as novas tecnologias estão trazendo novos desafios pedagógicos para as universidades e escolas. Os professores, em qualquer curso presencial, precisam aprender a gerenciar vários espaços e a integrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula melhor equipada e com atividades diferentes. Em alguns momentos o professor leva seus alunos ao laboratório conectado à Internet para desenvolver atividades de pesquisa e de domínio das tecnologias (segundo espaço). Estas atividades se ampliam a distância, nos ambientes virtuais de aprendizagem conectados à Internet, o que permite diminuir o número de aulas e continuar aprendendo juntos a distância (terceiro espaço). Os cursos precisam prever espaços e tempos de contato com a realidade, de experimentação e de inserção em ambientes profissionais e informais em todas as matérias e ao longo de todos os anos (quarto espaço). Uma das tarefas mais importantes das universidades, escolas e secretarias de educação hoje é planejar e flexibilizar, no currículo de cada curso, o tempo de presença física em sala de aula e o tempo de aprendizagem virtual e como integrar de forma criativa e inovadora esses espaços e tempos.
http://www.eca.usp.br/prof/moran/espacos.htm
Com base ao artigo de Moran, uma nova postura do atual professor é necessário, visto que as novas tencologias trazem novos desafios, há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo, precisamos repensar o processo e reaprender ensinar.